sexta-feira, fevereiro 25, 2005

 
Os trabalhos atrasam-se sempre demasiado tempo.
É em momentos como este que me vale a música no lugar de companhia que não tenho.
Hoje, por ser especial, fica esta - Christopher O'Riley, I Cant't - mas podia ser outra qualquer ...

domingo, fevereiro 20, 2005

 
Tudo branco por fora! E por dentro?









quinta-feira, fevereiro 10, 2005

 
Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
espalhem a notícia do que é quente
e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse

Divulguem o encanto
o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher bonita

A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
o ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou

Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo do mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

"Espalhem a notícia - Sergio Godinho"

 
O frigorífico emite aquele ruído irritante, como quem teima lembrar-me de alguma coisa que me esqueci. Lá fora, as conversas e gritos, carros e motas, entram pela janela do quarto, como quem me fala com cuidado - esta solidão é só minha. No fundo, ninguém quer, realmente, saber nada de ninguém!
Gosto especialmente de botões. Talvez por isso goste tanto de vestir camisas. Tenho pena de ultimamente não vestir tantas vezes algumas camisas que tenho. Adoro a piada que tem fechar um botão na sua respectiva casa. Quando tenho botões que se descoseram, arranco o pouco fio que resta de modo a poder entreter-me com aquela roda de plástico, pequena e furada, geralmente com quatro furos. Tem piada serem apenas e só quatro pequenos furos.
Faz poucos dias que me lembrei do quanto gosto de brinquedos. Já estava esquecido! Que pena, perdi tantos dias sem me lembrar do prazer que sinto quando passo as folhas de mais um catálogo de lego. O gozo que me dá imaginar diferentes coisas para montar, o desespero de não ter as peças necessárias e a liberdade de criar sempre novas histórias. Como todos os filmes que faço na cabeça sem pensar.
Volto para o meu trabalho. Quanto menos falta, mais difícil se torna faze-lo.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

 
Resumo - breve - dos últimos dias:
Dormir, comer e trabalhar.